Sinos
O sino, como o conhecemos atualmente, instalado numa torre de igreja
ou campanário, é um artefato de liga metálica, de forma cônica,
suspensa pelo topo e aberto na parte de maior diâmetro. Pode possuir
um “badalo” ou “martelo” instalados internamente e outro “martelo”
externamente. Estes, por sua vez, tocam o sino vigorosamente e de
forma rápida, numa freqüência entre 30 a 85 vezes por minuto.
Portanto, sua função é vibrar com alta intensidade quando requisitado,
podendo ser operado estaticamente, balançar (badalar) ou mesmo girar
no seu eixo. O som emitido possui uma calibragem que pode lhe conferir
notas musicais, assim, vários sinos em uma torre são chamados de
carrilhão, ou “Chime” em inglês, e estes podem executar até mesmo
músicas quando providos de acionamentos rápidos e sincronizados,
comandados por um sistema de teclas e executados por músico experiente.
A época e lugar de criação não são claros, porém os marcos mais
antigos datam da Idade Média em ruínas do hoje território Chinês.
Mas sem dúvida, seu uso em grande escala veio após as sangrentas
“cruzadas”, quando os europeus voltaram com enormes quantidades
de “mercadorias” e idéias do oriente. Juntamente com essas idéias
existia a necessidade de se edificar templos e chamar a atenção
do povo, e talvez esta ainda seja a maior função dos sinos atualmente,
não só do ponto de vista religioso, mas também como aviso de catástrofes
naturais como alagamentos e incêndios, dias festivos, horários de
referência (Amanhecer, meio dia e entardecer),etc.
No Brasil começaram a surgir já nas capitanias, porém eram de péssima
qualidade e praticamente não há mais sinal destes em funcionamento.
Com a Imigração Alemã e Italiana os sinos foram adquiridos em seus
países de origem, de ótima qualidade e intactos até hoje.
Com os benefícios da automação, pode-se hoje automatizar todas as
funções de um ou mais sinos: Badalar, tocar horas, executar a Ave
Maria, anunciar cultos, anunciar falecimentos, reverenciar comemorações
e datas importantes, tocar música (Carrilhão), entre outros. Todas
as funções podem ser programadas e até mesmo acionadas remotamente,
portanto não existe mais o compromisso de horário e nem o esforço
físico do operador para executá-las, além dos sistemas automatizados
serem totalmente seguros, pois monitoram funções e possíveis defeitos
estruturais ou mesmo de funcionamento dos equipamentos.
Um bom sistema de sino automático deve ter algumas características
fundamentais:
* Manter original a tonalidade e freqüência de toques dos sinos,
podendo mudar sua intensidade;
* Promover reforma estrutural dos suportes, mancais, rolamentos,
canga, badalo ou martelos caso necessário, e mesmo otimizar esforços
estruturais para utilizar motores menos potentes;
* Possibilitar a adaptação em sistemas já existentes, mesmo automáticos
que tenham alguma deficiência ou excesso de manutenção;
* Ser projetado com tecnologia de “CLP”, possibilitando alterações
e ajustes futuros, caso haja ampliações ou modificações;
* Ser livre de manutenção, com esticadores automáticos, peças auto-lubrificantes,
sem fusíveis e outras peças com desgaste;
* Possuir acesso fácil a programação, que deve ser interativa, rápida,
completa e principalmente com caracteres grandes, legíveis e iluminados;
* Acionar o sino em horários diários, dias da semana específicos
ou mesmo dia/mês específico durante o ano. Programas de cultos devem
possuir capacidade para no mínimo 6 meses;
* Toda a memória do sistema (Programas, horários e ajustes) precisam
ser mantidos intactos, mesmo que hajam quedas do fornecimento de
energia;
* Possuir acionamento manual local ou por controle remoto, até mesmo
via rede, se necessário;
* Prever proteções contra fenômenos físicos e climáticos, chuva,
vento, raios, animais, obstruções, etc;
* O sistema eletrônico de controle de movimento deve possuir função
de partida e parada suave, que evite trancos e danos as partes mecânicas;
* Funções de segurança também são muito importantes, por isso o
motor de tração não pode possuir potência suficiente para causar
qualquer desequilíbrio de funcionamento;
* Outras funções úteis são: Parada por obstrução, por falta de tração,
erro da rede elétrica da concessionária;
* Possuir proteções físicas contra erros de rede elétrica, erros
de programação e de acionamento;
* Ter garantia de pelo menos 2 anos de projeto, montagem e equipamentos;
Relógios
Acompanhados dos sinos, existem os relógios, largamente usados
já Antes de Cristo, movidos pela energia e posição solares, após
passando a utilizar água e areia como base de tempo, daí construídos
com base meramente mecânica, usando engrenagens, pêndulos e pesos
ou molas de tração.
Essa última base de tempo foi mantida por muito tempo, porém, como
seus temporizadores são influenciados pela temperatura, umidade,
movimento e outras grandezas físicas, este não dispõe de grande
precisão, tanto que, atualmente foram substituídos por osciladores
eletrônicos, com base de tempo “atômica”, quer dizer: precisos,
autônomos e confiáveis.
A popularização do relógio iniciou com o “relógio de torre de igreja”,
que era responsável por mostrar as horas, mesmo a quem não possuía
um “Relógio de bolso”, assim se obtinha mais uma forma de atenção
voltada à igreja. Atualmente os relógios ainda são muito utilizados
como forma de chamar atenção, de propaganda, aliando uma função
útil a uma divulgação de marca ou produto.
Os relógios podem ser instalados em torres e campanários de igrejas,
ruas, paredes de prédios comerciais, indústrias, no solo (relógios
de flores), junto a monumentos, etc. Podem possuir várias faces,
ponteiros de vários tamanhos pesos e estilos, interagir com os sinos
tocando frações e horas cheias ou serem sincronizados com animações
(dançarinos, luz, música, água e outros efeitos).
Um bom sistema de relógio automático deve ter algumas características
fundamentais:
* Possuir precisão suficiente para garantir menos que 1 minuto de
erro por ano;
* Ter autonomia de pelos menos 24 horas quando sem energia elétrica;
* Deve interagir com sistema de sinos automáticos, caso existam;
* Se instalado próximo a algum monumento ou prédio histórico, devem
preservar o estilo e arquitetura do mesmo, tanto nos ponteiros como
na numeração;
* Dispor de iluminação automática e facilidade em substituir lâmpadas;
* Possuir sistema de correção automática do horário, em casos de
faltas prolongadas de energia, horário de verão, etc;
* Ser facilmente acoplado a sistemas antigos, mecânicos, permitindo
a utilização da maior parte de seu sistema, modificando-se apenas
a parte do pulso de minuto que lhe confere a precisão;
* Quando novo, deve ser fabricado com materiais antioxidantes e
sem manutenção, como: aço inox, alumínio e nylon técnico;
* Prever proteções contra fenômenos físicos e climáticos, como chuva,
vento, raios, animais sobre os ponteiros, etc;
* Os sistemas eletrônicos de controle (andamento, toques, carga
de baterias e ajustes automáticos) devem ser protegidos contra raios,
descargas atmosféricas, sobrecargas e travamento nos ponteiros
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