Automação Industrial

   A origem da palavra AUTOMAÇÃO ou “Automatização” talvez remonte à pré-história, com a concepção da roda. Onde antes se usava força bruta, passou-se a utilizar um conjunto de rodas e um processo de tração que resultou numa diminuição de esforços, daí já podemos concluir que “automação” é todo o sistema aliado a um processo que otimiza alguma tarefa, aumentando a produtividade, precisão e qualidade do produto manufaturado ou serviço.
   Após a roda, podemos citar as engrenagens, força eólica e hídrica, fundição de metais e outros que ajudaram a alavancar melhorias de vida à raça humana. Mas nada deu mais impulso ao processo de automatização do que a máquina a vapor, o eletromagnetismo, a eletricidade e o beneficiamento de gases e líquidos combustíveis. Portanto, após a revolução industrial e a influência de administradores, como Henry Ford, a indústria expandiu-se vigorosamente, passando a criar setores específicos, complexos processos produtivos, queda progressiva dos valores dos produtos finais entre outros benefícios.

   Após essa época, através da expansão dos meios de transporte, comunicação, pesquisas específicas, outro fator fundamental ajudou para que a automação desse um salto gigantesco: O computador e seus benefícios foram adicionados aos processos de automação, resultando em sistemas mais ágeis, rápidos de implementar, expansíveis e principalmente mais confiáveis. Excluiu-se imensas redes de fiação, intermináveis relés e chaves, manutenção demorada e ineficiente e outros problemas dos sistemas antigos.
   Atualmente, a Automação tem presença em praticamente toda a indústria, desde a chegada da matéria prima, passando pela sala de máquinas e chegando à inspeção do produto final. Esses sistemas envolvem vários hardwares e softwares associados, e podem ser desmembrados basicamente em:

*Entradas - Podem ser digitais, analógicas, de contadores rápidos, isoladas ou não, 24Vcc ou 220Vca, etc. São conectados normalmente a sensores de sinais diversos, transdutores, interruptores, outros tipos de controladores, botões de operação, etc.
*Teclados - Normalmente são de alto grau de proteção, IP65 no mínimo, e servem de entrada de dados, onde o operador configura “setpoints” ou ajusta funções específicas.
*Processamento - Pode ser meramente de lógica, envolver algoritmos matemáticos, armazenar dados, comunicar com relógios de tempo real, processar informações de portas de comunicação externas, etc. É a parte que processa os dados das entradas.
*Saídas - Podem ser digitais, analógicas, rápidas por PWM, etc. Operam através de relés, transistores protegidos, com isolamento elétrico ou sem. São normalmente conectadas a acionamentos de motores, válvulas, dispositivos de sinalização sonora e visual, relés de estado sólido, etc.
*Telas (Display) - Normalmente são usadas para informar status do sistema de processamento, como estado de entradas e saídas, condições de falhas, produção, andamento de controles, etc. Podem ser do tipo que apresenta linhas e caracteres limitados ou do tipo gráfica, que permitem desde textos animados até imagens em alta resolução.
*Portas de comunicação - São o meio físico através do qual um sistema se comunica com outro, seja dentro da planta fabril ou em ambiente administrativo, gerando dados e recebendo informações de produção. Podem ser de diferentes topologias, protocolos, taxas de tráfego, etc.

   Sem dúvida, o maior avanço da tecnologia em termos de automação na indústria se deu com a criação do CLP (Controlador lógico programável), idéia que surgiu nos laboratórios da Allen Bradley e hoje é largamente utilizado por vários fabricantes em todo mundo, com várias concepções e ideologias diferentes, aplicadas a diferentes grupos de consumidores. Juntamente com o CLP surgiu a IHM (Interface homem-máquina) e é a parte com a qual o operador ou cliente final interage. Dispõe de teclas, display, dispositivos acústicos, LEDs de informação e outros.

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